“Assim, como a criança desmamada fica quieta nos braços da mãe, assim eu estou satisfeito e tranqüilo, e o meu coração está calmo dentro de mim.”(Sl 131.2)
A mãe de João Pedro tem dormido muito pouco. Duas vezes na noite seu sono é interrompido para amamentar o filho. É raro uma criança passar dos oito meses ainda desfrutando do leite materno. João Pedro tem esse privilégio. Sem abrir mão desse desejo, ele não se cala enquanto a mãe não o sacia. O que ele não sabe é que a mãe tem que, diariamente, pagar o preço de trabalhar sonolenta e ainda ouvir piadas dos colegas.
Somos muitos parecidos com João Pedro (JP). Vivemos sempre dependendo do atendimento de nossos infindáveis desejos para nos sentirmos felizes. Porém, diferentemente daquela que deu à luz JP, a mãe vida quase sempre substitui o mimo aos nossos caprichos pela oportunidade de aprendermos que, no lugar de leite materno, precisamos do alimento sólido dos desafios para crescermos como pessoa.
Por isso, pare de querer ser deus e ter o controle de tudo em suas mãos. Admita suas lutas, fraquezas e vulnerabilidades. Troque os sentimentos de superioridade (ou inferioridade) pela aceitação de sua singularidade (e dos outros também) no mundo. Aprenda a ser grato valorizando mais o muito que você já possui. E não permita que nada, além de Deus, ocupe o lugar que há reservado para Ele em seu coração.
Enquanto isso, continuarei acompanhando o crescimento de JP. É certo que daqui a algum tempo ele mesmo achará mais importante não perder um minuto do precioso sono noturno. E a mãe agradecerá, sabendo que, no dia seguinte, precisará de uma disposição renovada para ajudar em outras tantas necessidades que o filho ainda precisará para se desenvolver.
