sábado, 13 de março de 2010

Vivendo como eterno aprendiz

"Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo." (2 Co 5.10)

Ingressei no mercado de trabalho como estagiário. Ainda adolescente, conheci o que era ocupação em três turnos. Pela manhã, disciplinas profissionalizantes. Trabalho prático no período da tarde. E, à noite, dava continuidade à minha formação escolar. Quando o desânimo chegava eu me lembrava: isso vai passar e logo estarei numa situação bem melhor.


Ao final do estágio, aconteceu algo inesperado. Decidiram que seríamos transferidos, ficando longe das nossas famílias. A lista de localidades era diversificada. Algumas tinham até universidade. Outras não dispunham sequer de hotel. E, além de tudo, mais um detalhe: o critério de escolha do novo local de trabalho seria o desempenho durante a fase de aprendiz. Felizmente, eu tinha me dedicado bastante e pude escolher uma excelente cidade.

Passados mais de trinta anos, constato que, diante da vida, continuo precisando dessa atitude de eterno aprendiz. Tendo a consciência de que nossa existência terrena é transitória. Mas enquanto aqui estivermos, procurarmos oferecer nosso melhor. Diante das dificuldades, mantendo a clareza e o ânimo com a chama da esperança. Não pertimitindo que as coisas passageiras nos tirem o foco das eternas. E na certeza de que um dia todos prestaremos contas.

Publicado no jornal O Povo

Um comentário:

Bibi disse...

Caro Canito,
Bacana seu depoimento. Se não me engano, você ficou em primeiro lugar na nossa 4a. turma do CHB. Foi isso mesmo? A propósito, concordo que tudo na vida tem um sentido e cabe a cada um de nós descobri-lo.
Abraço,
simone